#ExperiênciaDoAutor — 14 Anos em Cracolândias
O primeiro resgatado: eu
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Você está na terceira postagem introdutória sobre este trabalho e projeto chamado Operação Resgate.
Nesta metodologia, eu fui o primeiro resgatado — glória a Deus por isso, amém.
O que eu estou fazendo e vivendo está dando certo. Primeiro em mim. E se está dando certo para mim, pode ser que dê certo para outras pessoas que ainda estão com suas mentes comprometidas e suas vidas destruídas pelo crack.
O crack é o Iraque.
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Quem sou eu
Meu nome é Pedro Henrique Serrano Léllis.
Em abril de 2026, eu fiz 40 anos.
Antes de continuarmos, preciso falar um pouco sobre a minha história — o que, no meio religioso, é chamado de testemunho.
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Como as drogas entraram na minha vida
As drogas não entram de repente, de paraquedas, na vida de uma pessoa. Existem alguns fatores que levam ao uso.
No meu caso, eu tenho que ser sincero e dizer: eu entrei no mundo das drogas para ser aceito socialmente.
Sou filho de servidores públicos. Cresci em bairro nobre, tendo acesso a serviços de educação, saúde, lazer e diversão — coisas que muitos brasileiros não têm acesso.
Estudei na melhor escola pública de Vitória. Estudei também numa das melhores escolas particulares de ensino infantil, fundamental e médio da Grande Vitória. Formei-me em uma universidade particular que, por mais de oito vezes seguidas, foi considerada a melhor universidade particular de todo o Brasil.
Mas não foram essas condições que me impediram de, infelizmente, experimentar e me tornar um viciado, um adicto em drogas.
Essa história que aconteceu comigo é a mesma história que aconteceu com você, ou com algum parente seu, ou com algum paciente seu.
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O diferencial da minha história
O diferencial da minha história — e eu gostaria de chamar isso de temor a Deus e temor da exposição dos meus pais no meio público e político — é que eu sempre tive algo me segurando.
Certamente, se eu cometesse um crime e fosse surpreendido, eu seria um prato cheio para as reportagens, para os canais midiáticos. Eles iriam aproveitar esse ensejo para fazer todo um espetáculo midiático em cima da minha desgraça, e o nome dos meus pais seria exposto.
Muitos usuários, a partir do momento que vendem seus bens, perdem seus pertences e já não têm mais fonte de renda para continuar no uso ativo, se enveredam por caminhos da ilicitude.
Alguns se tornam pedintes. Outros trabalham com reciclagem. Outros se enveredam pelo crime. Outros se associam ao tráfico. As mulheres se prostituem, e muitas delas, em desespero, enganam seus clientes e os roubam.
Eu quero dizer que só o fato de eu estar lembrando dessas coisas já me faz tremer. Minha pressão abaixa, me falta até ar.
Isso que eu estou fazendo — me expor dessa forma — pode parecer contraditório. Mas, a partir do momento em que eu conheci o princípio da aceitação, precisei primeiro compreender que essa desgraça me alcançou e que eu preciso cuidar de mim como alguém que está fora desse sistema.
Eu precisei me divorciar de mim mesmo para me analisar por fora e compreender algo que se chama núcleo da doença.
E, para isso, é preciso compreender:
· Quais caminhos me levaram à droga
· Como a droga comprometeu o meu sistema de valores
· As coisas que eu perdi e deixei de viver por conta da droga
· Os sofrimentos, injúrias e angústias que eu passei por conta disso
· E traçar estratégias para me recuperar e sair do curto-circuito: drogadição → internação → drogadição → internação
Internação não resolve o problema de ninguém. O problema da drogadição ativa é muito mais complexo do que simplesmente você se desintoxicar.
O que vi em muitas casas de recuperação são pessoas que entram, engordam, não demoram muito, retornam à sociedade e, no primeiro dia, já têm um deslize. E suas quedas passam, muitas das vezes, por estágios piores, porque o tempo que a pessoa ficou abstinente, o fato de usar a leva a um impulso de uso e a uma compulsão pior do que antigamente.
Então se torna verdadeiro o que Jesus Cristo disse: "Vá e não peques mais, para que males piores não te sucedam".
Um abismo puxa outro abismo, e o segundo estágio se tornará pior do que o primeiro.
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A tentação
Em 2013, eu compus uma música chamada A Tentação, que diz o seguinte:
A tentação
Ela é do mal
Te espreita
Dá golpe fatal
Não mexa
Com a tentação
Terá prejuízo
Será em vão
[...]
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O preço da ilicitude
Como eu disse, para continuar o uso contínuo da droga, muitos acabam cometendo ilicitudes. E, por conta disso, eu sei de vários casos de pessoas que:
· Perderam a mão
· Perderam o nariz
· Perderam o olho
· Tomaram tiro na mão ou no pé
· Perderam uma perna
· Alguns explodiram ao roubar cobre
· Outros morreram eletrocutados — coisa que eu também abordo em um poema chamado Escravos da Aflição
E eu cheguei a um pensamento: nós podemos até nos corromper, mas devemos fazer de tudo para não nos corromper.
Os meus pais são exemplos de incolumidade. Eles não se corromperam em suas atribuições públicas, e o exemplo deles falou mais forte do que qualquer convicção, qualquer palestra, qualquer instrução, qualquer leitura.
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O trabalho como âncora
Apesar das minhas recaídas e derrocadas, eu sempre trabalhei e sempre prestei serviço.
O meu trabalho como analista de marketing digital, especialista em mecanismos e máquinas de busca, sempre me deu excelente retorno financeiro. Então, com um serviço que eu fizesse, eu já tinha valor suficiente para voltar a ter celular, voltar a ter roupas boas, voltar a me apresentar socialmente e profissionalmente bem. E o conforto que os meus pais me proporcionaram sempre permitiu que eu pudesse me levantar.
No ano de 2024, um amigo meu me confrontou e me disse que era para eu parar de trabalhar, para interromper esse ciclo vicioso. Coisa que eu fiz.
Para ocupar o meu tempo — já que eu não estava mais trabalhando com marketing para empresas — passei a me dedicar à minha arte. E foi através desse processo de arteterapia e do não contato com dinheiro que meu organismo foi se dissociando da droga, foi sendo desmamado.
Hoje, o meu nível de dependência química é bem menor do que um dia foi.
· Se hoje eu ainda fumo cigarro, é melhor fumar quatro cigarros por dia do que um ou dois maços por dia.
· Se antes eu gastava R$ 1.000 em dois ou três dias usando droga, hoje, para contabilizar que eu gastei R$ 1.000 com droga, você vai contar aí três, quatro, cinco meses — porque eu não estou tendo acesso ao dinheiro.
Com o tempo, a minha mente foi criando outras raízes. Com o tempo, eu fui identificando outras atividades prazerosas.
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O gesto do meu pai
E, nesse ponto, eu não posso deixar de lembrar o que, certa feita, o meu pai fez por mim — algo que foi revolucionário na minha vida:
Ele investiu em uma excursão para Búzios, RJ.
Para isso, entramos em um acordo: eu passaria dois meses totalmente confinado dentro de casa, só sairia acompanhado. Para que o meu organismo se restabelecesse, para que a minha fisionomia melhorasse.
Se eu não fizesse jus à proposta dele, eu não participaria da viagem. E, muito possivelmente, ele diria que eu não tenho compromisso nenhum com a mudança.
O resultado foi o seguinte: nos momentos em que convivi com aquelas famílias saudáveis, aquelas pessoas bonitas, em ambientes altamente luxuosos — resorts, piscina de borda infinita de frente para a praia, um ambiente de luxo, um ambiente limpo, um ambiente bonito, vivendo coisas bonitas, comendo coisas bonitas, um passeio lindo e maravilhoso — eu entendi que a vida é feita de escolhas.
E que eu vou colher aquilo que eu plantar.
Como eu vou poder repetir aquela coisa gostosa que foi viajar se eu continuar gastando meu dinheiro com uma coisa tão banal e destrutiva? Será que vale a pena?
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Por que escrevi "Operação Resgate"
Mediante toda essa minha história, e tudo aquilo que eu vi que não deu certo — tanto para mim quanto para os outros — foi com base nisso que eu decidi escrever Operação Resgate.
A começar por mim.
O livro é todo baseado naquilo que eu vivi e naquilo que eu teorizei como saída.
É necessário:
· Rever conceitos
· Sair do meio
· Reestruturar-se psicologicamente, biologicamente, socialmente, profissionalmente
Para a pessoa sair do mundo das drogas, é preciso que as vertentes da sua vida estejam estáveis, estejam saudáveis.
Se uma pessoa em recuperação passou por internação, restaurou a sua saúde biológica e está voltando ao mercado de trabalho, ela precisa do apoio da família. Mas a família, em algum momento, traz o confronto naquilo que é uma ferida histórica. A pessoa em tratamento não vai ter base emocional para lidar com aquele conflito. A mente dela vai virar, ela vai ficar perturbada — porque ela está lutando com todas as forças contra uma coisa que se tornou natureza dela. E aí ela vai pensar: "A família não está vendo o meu esforço. Por mais que eu esteja me esforçando, não adianta." E vai falar: "Quer saber? Vai tudo para o inferno! Eu vou usar droga."
Então ela se levanta e tem uma recaída.
Isso eu vi na prática, principalmente dentro do Narcóticos Anônimos (NA) , onde as pessoas contam onde está a sua dificuldade e o que as faz arrastar de volta — ou ser arrastada de volta — para o antro da droga.
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Linha do tempo da minha história
· 10 anos de idade: Comecei a fumar cigarro. Também nessa idade, experimentei cachaça e bebidas alcoólicas.
· 13 anos: Experimentei a maconha.
· 15 anos: Tornei-me um maconheiro.
· 16 anos: Experimentei o crack — mas não me afundei como quem me apresentou a substância, que inclusive era aluno de escola particular das mais caras de Vitória, onde eu estudava.
· 18 anos: Converti-me ao evangelho na igreja evangélica. Mas não consegui seguir na fé por problemas de relacionamento com o meu pastor, a quem eu achava muito autoritário.
· 20 anos: Já na faculdade, foi quando eu passei a usar o crack como substância, mas a substância ainda não tinha destruído a minha vida.
· 22 anos (2008) : Terminei o curso de graduação.
· 2009: Ingressei na área de web design, criando site para uma imobiliária do bairro em que eu morava. A partir do momento que o site dele deu certo, fiz uma série de outros sites para outros comércios da região, ganhando, de repente, muito dinheiro — e me afundando rapidamente nas drogas.
· 2010: Já destruído e em depressão profunda, fui compondo aleatoriamente poemas sobre a crise existencial que eu estava vivendo. Hoje, esses poemas estão acessíveis no meu terceiro livro, intitulado "Ano 2010: Poemas de uma Fase Melancólica" , os quais estavam postados no meu blog e que, no ano de 2024, decidi compilar para fazer um volume.
Ainda em 2010, passei pela minha primeira casa de recuperação: a Bálsamo Gileade, da irmã Maurina da Silva e sua filha Mikelly.
· 2012: Mudamo-nos para Praia de Itaparica, onde eu implantei uma revista fotográfica chamada "Praias de Vila Velha" , em que eu pessoalmente fotografei os 32 km de praias de Vila Velha, fiz o site, entrei em contato com casas de show, restaurantes e estruturas de entretenimento de verão em Vila Velha.
Tive envolvimento online na causa da Síndrome de Asperger (um tipo de autismo). Realizei duas caminhadas do autismo na orla de Vila Velha, um piquenique do autismo no Parque da Pedra da Cebola, e uma palestra pública sobre Síndrome de Asperger para pedagogos da prefeitura de Cariacica, alguns possíveis portadores e familiares interessados.
· 2015: Prestei ativamente serviços para uma empresa líder em crachás, sistemas de identificação, credenciais e sistemas de controle de acesso, na Avenida Fernando Ferrari, em Vitória.
· 2016: Iniciei uma bateria de internações:
· Passei pelo Projeto Nova Vida, em Flexal II, Cariacica/ES
· Passei pelo Projeto Casa do Oleiro, na mesma rua, também em Flexal II
· Depois, minha família conseguiu uma vaga para mim no Hospital da Polícia Militar (HPM) , no setor de psiquiatria, com o projeto PRESTA — um treinamento de 45 dias intensos para ensinar o que é drogadição e como superá-la. É um treinamento intensivo que eu indico para todos.
Ainda assim, não consegui me desvencilhar. Acabei tendo recaídas, e minha família, aproveitando o ensejo, novamente me internou — na clínica do MC Bola de Fogo (que, se eu me lembro bem, foi fechada). Depois, fui direcionado para a Clínica Terapêutica Life, de um advogado, em Meaípe, Guarapari/ES.
· 2018, 2019, 2020: Fiquei bem.
· 2020: Veio a pandemia.
· 2021: Voltei aos caminhos da drogadição, e se acirraram os meus problemas familiares de relacionamento com meu pai, com quem eu morava, ao ponto de ele ter me expulsado de casa.
· 2021/2022: Cheguei à fatídica situação de rua, morando dentro de uma boca de fumo que também, ao mesmo tempo, é uma cracolândia.
E ali, mesmo nesse ambiente, também não me corrompi. Porque o meu computador, o meu celular e a minha bolsa de trabalho ficavam guardados no comércio de um vizinho da região, que me conhece desde sempre.
Então, toda terça, quinta e sábado, eu ia até o comércio dele, ele me disponibilizava uma mesa, eu pegava o meu computador que estava guardado, deixava acessar a internet ali, eu trabalhava, recebia meu dinheiro, pagava a internet dele, comprava droga — certamente — e ainda comprava algumas coisas para a residência abandonada onde eu estava vivendo.
Mas o meu pai, conhecendo a minha história, conhecendo a minha trajetória, e sabendo que o mal tinha me alcançado, ainda assim disse: "O mal alcançou o meu filho, mas o meu filho não merece essa vida. Eu preciso fazer ainda algo, por mais que eu já tenha feito tudo. E eu vou fazer o seguinte: vou tirar o meu filho da situação de rua e vou dar um apartamento para ele. Ele se vira. Eu não posso morrer com a consciência pesada, com a sensação de que essa luta não foi vencida."
😭😭😭😭😭😭
· 2023: Passei pela minha sétima internação, na CT Luz de Vida, no Retiro do Congo, onde eu conheci a arteterapia através da ilustríssima Doutora Marisa Franco — a quem eu devo muitas honras e uma salva de palmas.
· 2024: Parei de trabalhar e comecei a publicar os meus livros.
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Não foi fácil. Não tem sido fácil. E em nenhum momento vai facilitar.
É uma luta constante. É uma guerra travada todo santo dia. A todo instante, a todo momento, eu devo me lembrar que:
Eu sou um nóia em tratamento.
Não existe cura para a drogadição. O meu cérebro sempre vai ter a lembrança do prazer — e não do sofrimento — que a droga proporciona.
No Narcóticos Anônimos, existe algo chamado autossabotagem. É um mecanismo que te ilude: "Só uma bola não vai fazer mal"; "Só um cigarrinho não vai fazer mal"; "Só a cervejinha não vai fazer mal"; "Só um pouquinho não vai fazer mal".
Isso é uma ilusão. Não sei até que ponto autoimposta. Mas eu tenho um inimigo dentro de mim mesmo que quer me destruir. E ele, por muito tempo, foi mais forte do que a minha capacidade de dizer não.
Por isso eu digo: se eu não cometi algum ilícito, foi por temor a Deus.
A palavra de Deus diz em Provérbios: "Ainda que eu tenha me afastado dos Teus caminhos, não tirei os Teus preceitos do meu coração, e isso me conservou em vida."
"O temor do Senhor é o princípio da sabedoria."
"O ímpio pode até prosperar, mas o seu fim é triste."
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A descoberta do valor próprio
Nesse ínterim em que passei a me dedicar à arteterapia, eu fui descobrindo que eu tenho valor.
Chorei muito. Me emocionei muito. Lidei muito com meus próprios traumas. Confrontei-me comigo mesmo — certamente ajudado por Deus.
E, acostumado com tecnologia e querendo entrar na próxima onda de revolução tecnológica — que é a inteligência artificial —, apropriei-me dela como ferramenta de ilustração e aprofundamento.
Usando meus conhecimentos científicos, quis entender a aplicação dos meus conteúdos para a antropologia, sociologia, filosofia, teleologia, ontologia, epistemologia. E fui identificando coisas. E falei: "Cara, eu não sabia que eu tenho tanta coisa boa dentro de mim!"
E aí eu pensei: "Eu não posso morrer. Eu não posso me matar. Eu não posso voltar à sepultura, voltar ao pó, ir para debaixo da terra, sem deixar um legado, sem deixar uma experiência, sem deixar uma contribuição para com a humanidade."
E aí eu lembrei que, no Narcóticos Anônimos, o décimo segundo passo diz: "A recuperação não acaba em si mesmo, e sim em levar a mensagem."
E antes de Jesus subir ao céu, Ele disse: "Portanto, ide, fazei discípulos, ensinando-os a guardar tudo o que vos tenho dito."
E louvado seja Deus.
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Quem eu sou hoje
Meu nome é Pedro Henrique Serrano Léllis.
Hoje eu tenho 40 anos. Sou, academicamente:
· Um biólogo
· Um cientista
· Um artista
· Um escritor
· Um analista de marketing digital
· Em breve, serei um engenheiro de prompt
E, graças a Deus, eu sou um sobrevivente.
Estou me especializando em políticas públicas sobre dependência química, com o objetivo de ser uma ferramenta nessa luta contra as drogas — não contra o tráfico, isso não me apetece, não tenho nada a ver com isso.
Mas eu não posso esquecer que meus amigos estão lá. Que existem pessoas dormindo em marquises. Existem pessoas tomando sol. Existem pessoas tomando chuva. Existem pessoas passando frio. Existem pessoas passando sede. Existem pessoas que estão escravas de uma aflição que eu passei e precisam de uma ajuda que, muitas das vezes, as pessoas não sabem como ajudar.
Eu não posso ser egoísta e juntar dinheiro e debandar. O meu tratamento vai permanecer a partir do momento que eu me comprometo com essa causa.
E se hoje eu estou nessa altura do campeonato, que eu prossiga — em nome de Jesus. Que você me apoie enviando PIX. E que você tenha acesso à próxima série de conteúdos, que são os serviços de consultoria que eu estou passando a oferecer a toda sociedade civil e governos.
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Quem sou eu (resumo)
Meu nome é Pedro Henrique Serrano Léllis.
Sou bacharel em Ciências Biológicas.
Sou um adicto em tratamento.
E só por hoje, estou em sobriedade.
Eu trago a epistemologia da rua e as chaves de acesso a um labirinto — que, se você não souber entrar, que dirá saber sair.
Entre em contato para mais informações ou palestras públicas através do seguinte WhatsApp:
📱 (27) 99834-4078
Assinado,
Pedrim Pescador
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SERVIÇOS OFERECIDOS PELO AUTOR:
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